Acesso Restrito
 
 
       

Jornal Nacional | Pesquisa TNS aponta: Ronaldo é o jogador mais querido do Brasil

10 julho, 2009

Fenômeno desbanca Kaká, mas o meia do Real Madrid segue com a preferência do público feminino.

Uma pesquisa realizada em todo o país revelou que o atacante Ronaldo, do Corinthians, é o jogador mais querido pelos brasileiros. Ele ultrapassou o meia Kaká, do Real Madrid, que está em segundo lugar. O Fenômeno saltou em apenas quatro meses da quinta para a primeira posição. É a primeira vez que um atleta que atua no futebol brasileiro consegue a liderança. A empresa TNS Sport do Brasil ouviu 8.207 pessoas em todos os estados do país (assista à matéria exibida pelo Jornal Nacional no vídeo abaixo).

Ronaldo foi eleito por 22,64% dos torcedores. Kaká registrou 21,18% dos votos, Ronaldinho Gaúcho 9,64%, Robinho 3,53% e Cristiano Ronaldo 3,29%. A pesquisa foi concluída no início de julho. No levantamento de março, o Fenômeno aparecia com apenas 6,68% das indicações, contra 25,18% de Kaká.

O maior índice de preferência por Ronaldo é na região nordeste, com 28,31%. Entre o público masculino, o atleta é o mais querido de 22,87%. Entre as mulheres, Kaká alcança o topo, com 23,69%, contra 22,03% do Fenômeno.

A pesquisa também fez a seguinte pergunta: qual é o jogador preferido entre os que atuam com a camisa do seu clube do coração? E Ronaldo também teve votação recorde. O atacante foi citado por 61,74% dos corintianos. A lista é seguida por Diego Tardelli, preferido por 61,70% dos atleticanos; Rogério Ceni, 54,52% dos são-paulinos; Marcos, 37,67% dos palmeirenses; e Kléber, 37,30% dos cruzeirenses.

O resultado completo:

Tabela

70,4% aprovam realização do Mundial

23 junho, 2009

Maioria considera País apto para receber a competição daqui a 5 anos.

O brasileiro apoia a realização da Copa do Mundo em 2014. Mas 27,1% acham que o País não tem condições de organizá-la. Foi o que apontou pesquisa realizada pela TNS Sport Brasil durante o mês de maio, nas semanas que antecederam ao anúncio, pela Fifa, das 12 cidades escolhidas para receber partidas da competição. Foram ouvidas 4.153 pessoas nas 17 então candidatas. Delas, 70,4% acham o País apto e 2% não souberam responder.

O maior índice de reprovação foi verificado em São Paulo, Estado onde 38% dos entrevistados responderam “não” à pergunta: “Você acha que o Brasil reúne condições para realizar a Copa do Mundo de 2014?” Ou seja, numa conta arredondada, quatro em cada dez paulistanos desaprovam a competição.

Em seguida, veio Porto Alegre, com 35,5%, seguida por Cuiabá, com 35,1%. Detalhe: a capital de Mato Grosso envolveu-se em acirrada luta com Campo Grande pela condição de ser a sede do Pantanal.

Blog2

Para César Gualdani, diretor da TNS Brasil, braço da líder mundial no mercado de pesquisa Taylor Nelson Sofres, com sede na Inglaterra, o ceticismo de boa parte dos brasileiros pode ter várias explicações. “São pessoas que entendem que há outras prioridades nas cidades e também há o questionamento sobre como isso (as obras, em estádios e de infraestrutura, necessárias para a realização de uma Copa) será feito”, disse o pesquisador. “Além de trazer renda para a cidade, ainda que por determinado período.”
Mas a maior parte dos brasileiros, 79,4%, entende que o Brasil deve realizar a Copa do Mundo (leia arte) – apenas 19,4% são contrários. “São pessoas que têm opinião favorável por causa do otimismo e também pelo poder que uma Copa tem de deixar um legado nas cidades”, analisa Gualdani.

O lado curioso apurado pela pesquisa é que as duas cidades em que o entusiasmo com o Mundial foi maior ficaram fora da festa. São elas Campo Grande (87,6%), preterida em favor de Cuiabá, e Rio Branco (85,9%), que perdeu a disputa para ser a representante da Amazônia para Manaus – por sinal, a terceira com população mais otimista, com 85,6%.

De novo paulistas e gaúchos são mais céticos, com 72,5% e 66,8%, respectivamente, que mesmo assim são índices expressivos de opiniões positivas.

O Estado de São Paulo, 02 de Junho de 2009.

“Excesso” de patrocínios perturba Corinthians

23 junho, 2009

Batavo está insatisfeita com camisa do time, que exibe outras 4 marcas.

Responsável por 90% do faturamento do uniforme, empresa consulta jurídico para avaliar rescisão; clube diz que respeita o contrato.

O que o Corinthians prega ser o seu grande trunfo para ter conseguido contratar Ronaldo está lhe causando enorme dor de cabeça. O loteamento da camisa do clube com cinco logomarcas provoca descontentamento da Batavo, seu principal patrocinador, que desembolsou R$ 18 milhões para estar no peito e nas costas do uniforme.
Segundo a Folha apurou, a empresa já até consultou advogados para um possível rompimento do acordo, que vai até o começo do próximo ano.
Se a rescisão partir dela, tem de pagar o restante do valor previsto em contrato.
O fato é que a Batavo sente-se prejudicada com tantas marcas expostas na camisa corintiana. Alega que paga muito mais que os demais parceiros e a exposição não é proporcional a essa diferença financeira. A marca do grupo Perdigão é responsável por 90% do faturamento corintiano no uniforme.

Blog1

“No contrato não diz que é só ela [Batavo] que pode estar na camisa. Ela deveria ver com essas empresas de pesquisa quanto tem de retorno”, afirma o presidente do clube alvinegro, Andres Sanchez. A Batavo limitou-se a dizer que “não há problemas com o contrato”.
De fato, no acordo com a empresa há uma cláusula que especifica que o clube pode explorar outras marcas no uniforme. Isso foi feito por causa do acordo com o Ronaldo (manga e calção), justamente para tentar evitar conflitos.
O jogador tem direito a 80% do valor desses patrocínios e já conseguiu vender espaço até nas “axilas” das camisas. Segundo o Corinthians, os acordos com a Bozzano, Banco Pan-Americano, Baú e Avanço rendem R$ 2 milhões para o clube.
“Posso garantir que estamos cumprindo integralmente o que está acordado”, diz o diretor jurídico do Corinthians, Sérgio Alvarenga.
Especialistas em marketing esportivo ouvidos pela Folha reprovam a tática da diretoria corintiana de lotear a camisa. “Pelos nossos estudos, o torcedor não assimila várias marcas ao mesmo clube”, afirma César Gualdani, executivo da TNS Sport, braço da multinacional especializada em pesquisas.

Ele explica que quando um time se associa a várias empresas cai o índice de lembrança do torcedor e a exposição da marca fica prejudicada.
Para Amir Sommogi, da Casual Auditores, os clubes brasileiros são “vítimas de um modelo único” de parceria em que ficam reféns do interesse do patrocinador e sempre à espera de que o valor cresça espontaneamente de ano para ano.
Os principais clubes da Europa não seguem essa receita. O Real Madrid, que ganhou 129 milhões (cerca de R$ 387 milhões) na temporada passada, só tem um patrocinador de camisa, e que responde a apenas 12% desse faturamento.
O presidente corintiano revela que o clube atuará, em alguns anos, com a camisa “limpa”. “Estamos trabalhando para isso acontecer”, diz Andres.

Folha de São Paulo, 02 de Junho de 2009.

O jogo das marcas

22 outubro, 2008

TNS Sport Brasil realiza pesquisa inédita com sete mil torcedores e revela como o futebol ajuda a construir e fortalecer os nomes das grandes empresas.]

(mais…)